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  • Foto do escritorSilvana Santos

Ressurgindo das Cinzas



Aos poucos estou me reconstruindo, cada dia mais em busca do meu eu, da mulher fantástica, guerreira e maravilhosa que eu desconhecia que existia.

Cresci em uma família de classe média, com pais instruídos e que sempre fizeram questão que eu estudasse em boas escolas. Mas infelizmente, mesmo sendo oferecido um bom estudo, eu comecei a ser podada e diminuída desde a infância, ouvindo frases como "você não vai conseguir fazer nada vida", "vai passar de ano, mas não vai estudar em faculdade federal", "você não vai ser nada na vida", " mulher é fraca e frágil"... Eu fui crescendo, e me tornando uma mulher cada vez mais insegura, com medo de enfrentar a vida, e realmente acreditando que eu seria um fracasso total.

Casei muito nova, fui mãe cedo, tive dois filhos, vivi infeliz em um casamento que estava fadado ao fracasso desde o início, com muitas traições, falta de respeito e eu achava que não conseguiria sair dessa vida nunca, sem apoio da família, ninguém para estender a mão, incentivar, nada. Fiz faculdade depois que tive meu primeiro filho, fiz um curso sem gostar, mas era o que dava para pagar no momento, mas fiz com empenho. Comecei a estudar para concurso, estudava muito, pois queria uma vida melhor. Passei e fui convocada para assumir o cargo, foi quando minha mente começou a enxergar o mundo de uma forma diferente. Mas continuava sem acreditar em mim, no meu potencial. Como diziam, "foi sorte". E eu acreditava.

Já no final do meu casamento, eu procurei uma clínica para fazer terapia, eu já estava sem força para lutar, no fundo do poço, foi quando eu conheci a Silvana, essa profissional e mulher incrível, que me acolheu de uma forma fantástica, segura e que foi fundamental nesse processo que eu ainda me encontro de resgate, de construção, de transmutar esse medo, insegurança em garra para lutar pelo que eu quero e acredito.

Saí de um círculo vicioso em que eu estava e hoje continuo em busca de novos horizontes, de estratégias para viver cada dia melhor de forma plena. Eu aprendi a ser como a Fênix, quando todos pensam que me derrubaram, eu renasço das cinzas. Mesmo ferida e ainda com alguns receios, sigo mais forte de cabeça erguida.

Com o tempo eu liberei o perdão, para ter meu coração em paz, que é algo de grande relevância nesse processo de ascensão. E tenho gratidão a todos que me ajudaram e me impulsionaram ainda que de forma negativa, pois foi assim que eu amadureci, tirei a viseira que só me fazia focar nos problemas e a envelhecer na prisão que eu deixei que me colocassem. Aprendi a ver o lado bom da vida, a dar valor nas pequenas coisas, a respeitar meus limites sem a culpa de achar que eu sou fraca e ao mesmo tempo sabendo que eu posso conquistar e evoluir mais, pois a vida é um processo de construção contínua.

Aprendi a me amar, e sei que o amor da minha vida sou eu, e que me tornei um mulherão da porra!

Fênix



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