top of page
  • Foto do escritorSilvana Santos

Vou sozinha e tudo bem



Sexta-feira passada tive a ousadia de me levar para o cinema, sim você leu certo, fui sozinha assistir a um filme. Daí você me pergunta: tá, mas o que tem de extraordinário nisto? De fato, não há nada de extraordinário ou fora do comum sair ou divertir-se sozinha, a questão é que, para mim, fazer essas coisas sozinha era uma espécie de tabu ou no mínimo estranho, contudo, quebrei esse paradigma semana passada. Desde que comecei a namorar aos 15 anos, não me lembro de ter passado tanto tempo solteira (quase dois anos) ou sem alguma amizade mais próxima para saídas, eu sempre estava acompanhada, parecia que estar só era insuportável para mim. Atualmente, além de não achar insuportável, gosto bastante de estar na minha própria companhia, doideira né?!? Entenda, não sou antissocial, aprecio a companhia de outras pessoas, conversar desde banalidades até assuntos sérios, dar risadas, sentir a energia e tal, mas em razão do momento em que vivemos (pandemia) o distanciamento social é medida necessária, embora tal imposição não seja de todo ruim e também tenha seus pontos positivos. Dentre os pontos positivos que o distanciamento me trouxe posso citar a possibilidade de me conhecer, fazer as coisas por mim mesma e curtir momentos que eu pensava ser impossível curtir sozinha. Aquela ditado: “se não tem tu, vai tu mesmo”, adaptando: “se não tem companhia, vou sozinha e tudo bem”. Chegar a essa conclusão para mim foi libertador! Tem uma porção de coisas que ainda quero fazer sozinha, como por exemplo: viajar. Próxima meta! Obviamente não rejeito a ideia de fazer programas em conjunto, sair, estar com outras pessoas, estou aberta a todas essas experiências, o lance é descobri que não preciso de companhia (digo isso sem qualquer arrogância) para me divertir, me basto. Acredite chegar a esse ponto levou algum tempo, incontáveis vezes me submeti a pessoas e situações apenas para não me sentir sozinha, hoje entendo que a minha companhia é preciosa e só a compartilho com quem agrega. Me disseram a pouco tempo uma frase que, à princípio, me destruiu por dentro, mas depois me despertou: “se você não mudar esse seu jeito de ser vai morrer sozinha”, ao passo que retruquei: FODA-SE! A frase me machucou porque foi dita por alguém bem próximo a mim e por eu ter acreditado, momentaneamente, na força de tais palavras sobre a minha vida, mas algum tempo depois eu percebi que é melhor morrer sozinha do que passar a vida rodeada de companhias que não acrescentam em nada e quem se pertence jamais está só!

Fernanda

11 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comments


bottom of page